Academia de Música de Santa Maria da Feira
A Academia de Música de Santa Maria da Feira tem-se afirmado, ao longo de quase sete décadas, como referência do ensino da música, cumprindo as raízes históricas de ter sido pioneira no ensino descentralizado da música em Portugal, confinado até 1955 a Lisboa, Porto e Coimbra e servido de modelo para outras academias e Conservatórios Regionais que se lhe seguiram: Conservatórios Regionais de Aveiro, Braga e Évora, Academias de Música de Espinho, Covilhã e Setúbal. Em 1965, o alvará desta instituição é doado pela sua fundadora Gilberta Paiva ao concelho da Feira e passa a funcionar em regime associativo sem fins lucrativos: “A Escola afirma-se como instituição de tipo associativo e de caráter particular, com sede em Vila da Feira, com o fim de ministrar o ensino das disciplinas que fazem parte do Plano Oficial dos Cursos Gerais e Superior do Conservatório Nacional, habilitando os seus alunos para os exames oficiais e proporcionando-lhes ainda o ensino de disciplinas em plano próprio, superiormente autorizado (...) e promover a divulgação artística através de concertos, audições escolares, tardes culturais e palestras, versando assuntos literários, artes plásticas, história de música, etc..” - Estatutos da Academia, 1965 A Escola goza das prerrogativas de Pessoa Coletiva de Utilidade Pública, ao abrigo da Lei n.º 9/79 de 19 de Março. Foi-lhe concedido o estatuto de Instituição de Utilidade Pública por despacho da Secretaria de Estado da Educação e Inovação, emitido em 28 de Dezembro de 1998. Ao longo destes sessenta anos, a Academia de Música de Santa Maria da Feira tem desenvolvido um trabalho de sensibilização e divulgação do ensino especializado da música junto de toda a comunidade, promovendo assim a igualdade de oportunidades. Antes de mais, o contributo fundamental foi a formação de nível superior dos primeiros docentes que lecionaram nas escolas do ensino regular do norte do país aquando da integração da disciplina “Educação Musical” no currículo da Escola Preparatória, correspondente ao atual segundo ciclo do ensino básico. O prestígio da Academia levou a que diversos ex-alunos, viessem a tornar-se em músicos e docentes com projeção nacional e internacional no meio artístico musical. Setenta anos depois citando a nossa fundadora, professora Gilberta Paiva, que proferia: “No «palco» da Academia cumpre-se a fundamental razão de ser da sua já longa história: formar alunos, educar cidadãos, proporcionar uma atividade profissional ligada ao universo da música e quem sabe, gerar talentos que no futuro percorrerão os palcos do país e do mundo.” Neste sentido, a Academia propõe-se dar continuidade ao paradigma da qualidade e da excelência que sempre a tem caraterizado.
